Lagos nunca navegados O Instituto de Navegabilidade das Terras de Valongo Fronteiriças com as Terras da Maia (INTVFTM) vem informar que os senhores automobilistas que pretendam circular na rotunda desnivelada de Ermeside (A4) devem transportar, no interior das respectivas viaturas, um par de remos e bóias insufláveis em número suficiente para todos os ocupantes da referida viatura, sempre que se verificar um nível de pluviosidade assinalável. Acresce que o INTVFTM não se responsabiliza por qualquer dano em viaturas não anfíbias que se atrevam a ultrapassar as bravias marés geradas pelos aguaceiros. Sem mais, muito obrigado. Pois é. Tivesse eu recebido este precioso alerta há dias e já não era apanhado de surpresa quando, numa destas manhãs, investi pela rotunda de Ermesinde. Verdade seja dita que aquilo mais parecia o lago de Ermesinde, mas como já não dava para voltar para trás, tive que arriscar. Sem remos! Sem bóias! Sem gabardine! Sem umas míseras galochas! Vá lá... consegui passar sem danos de maior. O que não me impede de apresentar uma queixa contra a actuação pouco expedita do INTVFTM. É certo que a obra é antiga – já tem quase dois meses! – mas..., eh lá!,desculpem-me mas está a dar o boletim meteorológico, eu tornei-me a esquecer dos remos e vou passar pela rotunda... Até à próxima! in Jornal de Notícias, 09-01-2003